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Quando a inconveniência e a má educação das pessoas passa dos limites – a vingança final!!!!
Quantas vezes já insinuaram a você ou falaram que você está gorda, acima do peso, maior, mais fofinha, robusta, ou que você come demais, ou qualquer coisa do tipo??? Bem, se não aconteceu com você, parabéns, és uma privilegiada, mas comigo já aconteceu algumas vezes, e ao contrário da maioria, eu não deixo ninguém sem resposta. Fui criada muito bem pela minha mãe, que me ensinou a conviver bem com esse tipo de situação. Respondo sempre de uma maneira tão educada e sutil quanto quem me falou. No último encontro, onde estiveram presentes a Janice (anfitriã), Cacau, Clara, Lalá, Lis e eu, conversamos muito sobre essas situações. Eu sou uma pessoa com “cabeleira” nas ventas, e não costumo deixar barato. As meninas me pediram pra deixar aqui um repertório das respostas que costumo dar, mas algumas são impróprias para publicar, ok?!
A primeira situação que ninguém merece é que reparem o que está comendo, se engorda ou não, se é muito ou não – eu costumo responder de cabeça erguida – “Tudo que é bom ou é ilegal, ou imoral ou engorda – as coisas ilegais eu não faço por questão de princípios, imoral eu não posso fazer na frente de ninguém, então faço entre quatro paredes, e engordar é moral, posso fazer a qualquer hora e com o MEU DINHEIRO, então o problema é meu.”
A segunda situação é quando alguma velha desvairada fala em alto e bom tom “nossa como você engordou” – não se faça de boazinha, revide sem respirar “nossa e como você envelheceu... parece que se passaram uns dez anos pra você... quando só não a vejo por um ano? Nossa, parece bem mais!!!” – a mocréia nunca mais vai te atazanar.
A terceira situação é quando você encontra aquela louca neurótica por salada, que vem exatamente pra perto de você falar o tempo todo de salada, que está desesperada que engordou 2 kg e que está com 53 kg ao invés de 51 kg, que a calça manequim 38 sem strech está apertada e que deve ser por isso que está solteira e desempregada (gente, isso não é surreal) e te aconselha a emagrecer também... só que ela não sabe que você tem um namorado ou marido maravilhoso, que te ama e que te acha a mulher mais gostosa do mundo(se não tem vai ter, pois quem gosta de osso é cachorro, homem gosta de carne), que você está feliz, mesmo tendo engordado e que emagrecer pra você não é uma questão de vida ou morte. Você quer emagrecer sim, tem consciência disso, quer mais saúde, mais roupas dentro do armário, mais elogios nas ruas, mas não vai morrer se isso não acontecer... – Você deve primeiramente perguntar se ela tem um homem pra chamá-la de gostosa e ligar pra ela todos os dias... e se essa neurose toda resultou na conquista de um homem apaixonado e num emprego maravilhoso – porque você pode não ter um emprego maravilhoso ainda, mas o homem maravilhoso você já deve ter e se não tem, não vai ser por causa dos quilinhos a mais que não vai ter. É comprovado que os conceitos masculinos mudaram. QUEM DISSE QUE É PRECISO SER MAGRA PRA SER LINDA?
A quarta e última situação é quando, independente da maneira como a sua gordurinha extra foi abordada, a resposta pode fazer a outra pessoa refletir se essa é uma maneira delicada de falar com quem quer que seja: “Se eu continuar assim ou até engordar mais, você vai deixar de gostar de mim por causa disso? Porque eu acho que as pessoas que me amam de verdade me amarão gorda ou magra!!!” Essa dispensa comentários!!!!
Queridas, essas coisas já aconteceram demais comigo, mas nunca me senti fraca por causa disso. Eu não gosto, claro, afinal, quem gosta de observações desse tipo??? Só que aprendi desde criança a não deixar as pessoas tripudiarem de mim. A minha mãe me ensinava a fazer com que as pessoas esquecessem que eu era diferente por ser a mais gordinha... ela dizia que eu tinha que ser a mais simpática, a mais inteligente, a mais amiga, a mais prestativa porque assim as pessoas iriam ver as minhas qualidades internas e esqueceriam que eu era tão gordinha. Por incrível que pareça isso funcionou e funciona até hoje. Talvez eu ainda não tenha conseguido me manter magra (emagrecer eu consigo) porque eu não consigo dar a devida importância que essa questão merece, ou porque muitas vezes até eu esqueço que estou bem gordinha, porque convivo tão bem nos lugares, tenho tantos amigos, falo tanto... que esqueço!!! Me lembro quando algum idiota faz uma dessas brincadeirinhas sem graça ou vou a uma loja comprar uma roupa e não entra, ou me olho em fotos, ou vejo as roupas que não me cabem mais dentro do armário.
Vejam bem, não estou dizendo pra ninguém que eu não quero emagrecer e nem que vocês não devam emagrecer, não é isso... É importante sim esse processo, quero eliminar o excesso sim, quero incentivá-las a fazer isso também... só não quero que esse processo seja doloroso, penoso, que deixemos de viver a vida bem por causa disso, que nos isolemos pra emagrecer. Quero que tenhamos o mesmo direito das pessoas magras (que não seja colocar a barriga de fora numa calça saint-tropez, pelo amoooooor de Deus...ahahahaha), ir e vir, viver e conviver, nos divertir e ser feliz sem que essa felicidade toda esteja condicionada a simplesmente emagrecer. Na verdade quero que tenhamos paz e tranqüilidade para conseguirmos seguir em frente.
Beijos a todas!!!!